Brasil e Argentina: moeda comum pode alavancar a economia?

Nos últimos dias uma notícia estampou jornais de várias partes do Brasil e do continente: a criação de uma moeda comum para o comércio entre Brasil e Argentina. 

 

Com a visita do atual presidente do Brasil Luís Inácio Lula da Silva à vizinha Argentina, o estudo entre uma possível criação da moeda repercutiu entre a mídia e reacendeu a discussão se tal atitude é vantajosa ou não para os países, principalmente para o Brasil. 

 

Nesse conteúdo, você fica por dentro das possibilidades e também sobre como essa moeda atuaria na América do Sul. 

 

Zona do Euro e a moeda comum 

 

Ter uma moeda comum é uma realidade presente em mercados internacionais, assim como na Europa. A famosa “zona do euro” ou “área do euro” nada mais é que um acordo feito entre países que compõem a União Europeia e que adotaram o euro como moeda única. 

 

O euro está em circulação há mais de 20 anos, criado em 1999 junto a fundação do Banco Central Europeu. Entretanto, a moeda só começou a circular em 2022 após 11 países aderirem à mesma. 

 

O intuito do euro sempre foi fortalecer a economia dos países que o adotaram, pois a partir da unidade a moeda é fortalecida e apoia na realização de mais negociações. Além disso, as transações econômicas através do euro apoiaram na descentralização do dólar, o que também é importante para o giro de capital. 



Mercosul e a sua importância na América do Sul 

 

O Mercado Comum do Sul, abreviado para Mercosul, é um tratado firmado em 1991 pelos principais países do continente visando alavancar a economia, dar apoio em tempos de crise e facilitar o ir e vir dos transeuntes dos países da América do Sul. 

 

Formado por Brasil, Argente, Paraguai, Uruguai, Bolívia e Venezuela, a última que está suspensa devido à crise que enfrenta – o bloco econômico é ativo e atua tanto na área política como também na cooperação entre os países que o compõem, gerando oportunidades para o crescimento individual de cada nação como também de todo o grupo. 

 

Para entender mais sobre o Mercosul, é necessário saber que ele é baseado em três princípios:

 

  • O 1º princípio, o econômico, possui incentivos fiscais e de cooperação entre os países envolvidos;
  • O 2º princípio é o social, este que incentiva a aproximação entre os países que compõem o bloco ao promover políticas públicas para a melhora da vida da população dos países-membros, como acesso à educação de qualidade, saúde pública para todos, entre outros aspectos;
  • Já o 3º princípio é a cidadania, essa que prevê a livre circulação entre pessoas, além de compartilharem a cultura, direitos sociais, civis, entre outros. Através desse princípio não é necessário que argentinos, por exemplo, necessitem de visto para entrar no Brasil e vice-versa. 

 

Diante desses princípios, o Mercosul é composto, assim como as ações que serão planejadas para o desenvolvimento e expansão dos membros. 

 

Importância do Mercosul para a economia do Brasil 

Agora que você já está mais por dentro do Mercosul, alguns dados são importantes para avançarmos em nossa contextualização. 

 

O Brasil é a principal economia e potência da América do Sul e se apoia no Mercosul para realizar as suas estratégias que envolvem transações e relacionamentos com outros países. Diante disso, a aproximação com outros blocos econômicos, como a própria União Europeia, é benéfico para o incentivo a rotatividade do capital, além de investimentos. 

 

Juntos, os países que compõem o Mercosul são responsáveis pela exportação de alimentos como soja, carne bovina, milho, além de produtos como ferro e petróleo, e a movimentação de mais de U$ 598.918 milhões de dólares, colocando o bloco como exportador para países como China, Estados Unidos, Índia, Chile, entre outros. 

 

Com tamanha potência, o Brasil, ao compor e ainda ser presidente do bloco, traz inúmeros privilégios para o país, que cada vez mais se destaca perante os países emergentes e também os já consolidados. 



Moeda comum é uma boa alternativa 

 

Com o objetivo inicial, a criação da moeda comum entre os países é fomentar o comércio regional e reduzir a dependência em relação ao dólar, moeda que vem crescendo ano após ano. 

 

A dúvida mais comum é se a moeda iria substituir o real, o que é descartado pelo Presidente Lula e o Presidente Fernandéz da Argentina. Essa moeda tem como propósito facilitar fluxos financeiros e comerciais, reduzindo os custos das operações e a vulnerabilidade externa.

 

Entretanto, para adotar a moeda, são feitos inúmeros estudos entre economistas e profissionais da área para viabilizar ou não a criação e talvez a circulação da moeda no futuro, com base em parâmetros e dados das duas economias. 

 

No momento, Brasil e Argentina continuam discutindo e dando sequência na proposta, que ainda não tem data para ser efetivada. 

 

O blog é uma iniciativa da Criteria Partners. Continue acompanhando nossos conteúdos. 

 

Confira nossos Posts Recentes

Abra uma conta para você ou sua empresa

Fale com um assessor e entenda todas as nossas soluções.

Este site utiliza cookies para te proporcionar uma melhor experiência. Ao continuar navegando você aceita nossa Política de Privacidade.